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O futuro é a descarbonização: CEHTES UFG se alinha às novas metas do mercado brasileiro de carbono

Com projeção de alta no PIB, mercado de carbono valida a importância estratégica das tecnologias de hidrogênio e energia limpa.

Em meio à crescente transição para uma economia de baixo carbono, o cenário econômico global está se encaminhando para o "raciocínio da descarbonização".

Nesse sentido, o Brasil pode ser o grande hub Internacional financeiro de crédito de carbono. A afirmação é da secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, que destacou recentemente o potencial do mercado regulado para elevar o PIB nacional em até 8,5% até o ano de 2050.

Nesse contexto, o Centro de Excelência em Hidrogênio e Tecnologias Energéticas Sustentáveis (CEHTES)da UFG consolida-se como peça fundamental. Enquanto o Governo Federal avança na regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o CEHTES desenvolve soluções tecnológicas e presta serviços especializados que permitirão às empresas atingirem as metas de redução de poluentes e gerarem ativos financeiros sustentáveis.

Como a inovação do CEHTES viabiliza a economia de baixo carbono

A secretária Cristina Reis reforçou que as empresas precisarão descarbonizar e que o crédito de carbono será uma oportunidade econômica real. Para o CEHTES, essa descarbonização não é apenas um conceito, mas um conjunto de entregas tecnológicas em andamento:

  • Hidrogênio verde (H2V): Projetos como a produção fotoeletroquímica de hidrogênio e inovações no setor elétrico são vitais para a descarbonização de indústrias de difícil abatimento, ao viabilizar a substituição de combustíveis fósseis.
  • Conversão de CO2: A pesquisa de catalisadores para transformar dióxido de carbono em produtos comerciais (como metanol) atua diretamente no coração da economia circular e na redução de emissões verificadas.
  • Eficiência energética: O uso de simulações computacionais (CFD) para otimizar sistemas de refrigeração e a estimativa do potencial eólico garantem que menos energia seja desperdiçada, gerando eficiência passível de certificação.

Impacto econômico e social do mercado de carbono

O novo sistema brasileiro prevê a arrecadação de cerca de R$ 57 bilhões por meio de leilões de emissão, sendo que parte considerável abastecerá o Fundo Clima. Esse fundo poderá fortalecer o crédito concedido à indústria em projetos exatamente como os desenvolvidos nos laboratórios do CEHTES - UFG.

"O Brasil pode ser o grande hub financeiro de crédito de carbono", sinalizou a secretária. Essa visão é positiva para o CEHTES, uma vez que o projeto contribui para que a transição energética brasileira seja justa, tecnológica e economicamente viável.

Metas de transformação energética

Com a primeira reunião formal do Comitê Técnico Consultivo Permanente do mercado de carbono agendada para o dia 24 de março, o CEHTES segue acompanhando as normas infralegais que serão publicadas até dezembro de 2026.

O objetivo é garantir que o conhecimento gerado na academia esteja pronto para apoiar investidores, produtores rurais e indústrias na nova era da transformação ecológica.

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Daniele Lima - Pesquisadora CEHTES